Bravos do Zambeze

BravosEles estavam a preparar-se para o grande jogo. Jose o capitão da equipa, deu eco à advertência, mas eles julgavam que ele estava a gozar. E quando aconteceu, correram o risco de perder tudo! Com a subida da água, também vieram a deslealdade, conflitos e perigos. Uma cavalgada pelo amor e ódio, cobiça e reputação. Siga a vida de uma comunidade desfeita por um acontecimento completamente fora do seu controle.

As consequências devastadoras das calamidades naturais e a subsequente realocação da população representam um formidável desafio para as organizações, agências humanitárias, e governos. Ao mesmo tempo a cadeia complexa de assuntos associados – mudanças climáticas, percepções culturais, falta de educação, iniqüidade de gênero – torna ainda mais difícil a transmissão da informação preventiva sobre a emergência. A CMFD Productions trabalha com a Organização Internacional da Migração (OIM) e outros parceiros na realização de um projecto media multifacetado para ajudar a encorajar comportamentos adequados para a redução de riscos de calamidades, particularmente em relação às cheias em Moçambique.

Relançamento em Changana

Devido a sua grande aceitação e sucesso e por ser de grande ajuda ás comunidades vulneráveis ás cheias este drama foi relançado em Changana.

Clique aqui para escu tar pontos

Ponto 1 Sintomas

Ponto 2 Bebado com água

Ponto 3 Miúdos brincando

Ponto 4 Cozinhar

Ponto 5 Prevenção

Para downloads de guias ou de dramas para uso na tua organização, clique aqui, por favor

Clique aqui para ler Manual de Redução de Risco

O projecto compreende três partes.

1) Drama radiofónico para comunicar atravês de histórias e personagens informação essencial sobre calamidades naturais. Tal poderá incluir informação sobre a preparação, o que fazer em caso de ser deslocado, e o regresso à casa, e poderá abordar assuntos como procedimentos de evacuação, segurança, saúde (exemplo: água, saneamento e higiene/nutrição, prevenção da cólera), necessidades especiais das crianças, etc. Através da dramatização poderão ser demonstrados comportamentos modelo a seguir em caso de emergência.

2) A segunda parte do projecto foi um trabalho com os mídias comunitários para criar capacidade sobre a compreensão e informação sobre calamidades naturais, uma vez que afectam a população dessas áreas. Isso inclui aspectos como o uso de rádio drama entanto que ponto de entrada da programação, e como responder à emergência. Durante a formação, será produzida uma série de artigos para a rádio.

3) Seguimento do drama – isto ajudou a expandir o alcance do drama e fornecer retroacção em relação à primeira produção, bem como da formação dos media.

  • Aumentou a sensibilização e habilidade de articular sobre as calamidades naturais nas comunidades.
  • Aumentou a sensibilização sobre como responder e o que fazer em caso de calamidades naturais.

Razão desta estratégia?

O que foi dito acerca do drama

“Quando os primeiros sinais [da inundação] começarem você deve começar a escutar rádio porque essa informação é muito útil. ”

-respondente do exame

“O velho Domingo, lembrou-me de meu paizinho que igualmente sofreu em uma situação da inundação. Não quis escutar no começo.”

- participante do grupo de foco.

Através da informação e mensagens incluídas no drama, bem como na formação dos media, o projecto pretende:

Esta estratégia para a campanha de informação aparece por várias razões. Primeiro, o drama oferece um meio único para transmitir informação. É largamente acessível, não depende do nível de educação das pessoas, e pode atingir zonas remotas. Há uma longa tradição de novelas em Moçambique, o que faz o formato drama ter muita aceitação. Neste formato, a informação é apresentada e o comportamento ideal é representado por personagens. Os ouvintes são envolvidos emocional e intelectualmente. A formação dos mídias é um complemento importante disso, uma vez que, por natureza, as calamidades são imprevisíveis, e os mídias precisam de conhecimentos sobre como transmitir a informação. Trabalhar com rádios comunitárias é por isso muito importante uma vez que a informação se destina a áreas especificas. Com formação, o pessoal das rádios comunitárias servem como fonte de informação para as organizações humanitárias, uma vez que estão baseadas próximo das comunidades e têm acesso a infra-estruturas de comunicação.

Pesquisa

Para fornecer dados para o enredo, foi realizada uma pesquisa para identificar os principais assuntos e informação a ser comunicada. Tal focalizou as experiências na primeira pessoa e ajudará a moldar os personagens e a história. Isso inclui revisão documental e a incorporação de estudos de caso.

Bravos do Zambeze - Drama!

Drama focalizado nas emergências, em particular nas cheias. Tendo em conta a atenção dedicada ao Mundial 2010 e ao facto de o futebol ser um desporto muito adorado em África, o enredo gira em torno de estrelas locais de futebol, e a forma como se unem para enfrentar calamidades, particularmente, aprendendo tudo dessa realidade. O enredo inclui aventuras amorosas, no estilo das populares telenovelas, bem como a pilhagem, resgate dramático, acção, tragédia e júbilo.

Personagens

JOSE RAPOSO: 23 anos, capitão da equipa local de futebol e namorado da Suzana. Muito racional, com sentido de equipa e determinado. Sonha tornar-se estrela internacional de futebol. Líder natural e pesquisador/difusor de informação.

SUZANA VERDE : 22 anos, namorada do José. Ela é professora na escola primária local. A sua forte liderança possibilitou a sua ligação com o José, mas ao mesmo tempo cria um pouco de fricção entre os dois. Disciplinada e cheia de energia, a população a tem como voz da razão e respeita-lhe, embora a sua determinação em concluir algumas actividades torne as pessoas desconfortáveis e julguam-na como autoritária.

DOMINGOS: Comerciante de 60 anos, pai da Suzana Renitente, ainda acredita em enfrentar problemas dando a cara e não em fugir deles. É um comerciante relativamente sucedido, tendo a única loja para a comunidade e alguma criações. tem uma casa bonita na zona afectada pelas cheias, o que ele chama de ‘boa vista do rio’.

MARIA: Neta de 6 anos de Domingos, e sobrinha da Suzana. Menina alegre, cheia de entusiasmo, contagia a todos com a sua alegria. Especialmente agora que começou a estudar, gosta de ler. Mas as cheias quebram a sua vida animada.

ALBERTO ‘COBRA’: Alberto é um personagem cômico. Reprova em tudo o que tenta fazer, simplesmente porque quer fazer tudo. A única coisa que faz bem é roubar, uma vez que sempre consegue se escapulir – muita gente acha que ele não é suficientemente esperto para conseguir roubar. Fica normalmente nas linhas do campo fazendo de conta que é relator de futebol

PEDRO: 23 anos, colega de equipa do José. Gosta muito da Suzana e tanto quer que ela não se case com o José, mas sim com ele. Também gostaria de ser capitão da equipa de futebol, uma vez que é o mais importante atacante, com golos em todos os jogos. Em termos de futebol, ele é melhor que o José, e a rivalidade entre os dois é dentro e fora dos campos.

Enredo

A história gira em torno de José, capitão de uma equipa rural de futebol, e da sua namorada Suzana. José e seus colegas de equipa treinam para um campeonato envolvendo distritos. Tem estado a cair chuva, e o José fica preocupado com eventuais cheias ao ponto de largar os treinos para ver se terá havido alguns avisos. Descobre que há grandes cheias mais acima e progridem em direcção à vila. Ele e seus colegas de equipa correm para todo o lado para alertar a comunidade, mas a advertência chega demasiado tarde para que muitas pessoas se preparem ou salvem os seus bens.

Nessa confusão toda, Suzana não encontra a sua sobrinha Maria, e sozinha parte, no meio de uma vila que rapidamente fica inundada, à procura dela. Ela encontra a menina, mas ambas ficam encalhadas no meio da água, e são forçadas a esperarem pela ajuda no tecto da casa. Pedro, colega de equipa e amigo de José, que está também interessado na Suzana, encontra-lhes e vai com elas até ao acampamento temporário feito pela população fora da área inundada.

No entanto, o amigo do José, comentador não autorizado da equipa e ‘chefe da claque’, Cobra, faz o maior proveito das cheias roubando os bens abandonados pela população, em particular os produtos alimentícios da loja de Domingos, pai da Suzana. Ele começou a trocar e vender os bens à população.

Suzana tenta fazer o seu máximo e vai à procura de lenha e água para que a sua família possa se alimentar. No caminho, alguém tenta lhe violar. Por sorte, Cobra apercebe-se da situação. Ele acompanha a Suzana até a casa do José, que se precipita e acusa o Pedro. Os dois começam a lutar. Cobra e Suzana lhes separam, José apercebe-se que o seu amigo não seria capaz de fazer algo parecido com isso. Foi a pressão da situação que provocou aquela má reacção.

No meio disto tudo, a pequena Maria fica doente. Suzana nota que os sintomas são de cólera e preocupa-se com a vida da sua sobrinha. Felizmente, trabalhadores humanitários da Cruz Vermelha chegam ao acampamento a tempo e prestam assistência médica a Maria. Após uma reunião comunitária sobre o saneamento e prevenção de futuros casos de cólera, um trabalhador humanitário diz à Suzana que a comunidade terá de tomar uma decisão difícil. Mudar-se para uma zona de reassentamento ou tentar reconstruir a sua vila fora da área afectada pelas cheias.

A moral no acampamento é baixa – todos fazem o balanço do que perderam e quanto trabalho têm pela frente. A equipa de futebol está também frustrada por perder o campeonato entre distritos. José e Pedro decidem realizar uma “Final” para elevar a moral da comunidade. O seriado termina com o ambiente animado de uma partida de futebol de classe mundial, onde os trabalhadores humanitários foram assistir!

O que foi dito sobre o programa

“O Programa foi bom, ja sabes que mutarara é uma das vitmas de cheias. O programa ajudou e teve impacto, as pessoas aprenderam algo com o drama, foi divertido porque so das piadas que os autores lancavam ja era o motivo de deixar o ouvinte curioso de escutar mais. E o principal facto é que as pessoas abandonaram as zonas de muito risco pra construirem nas zonas sem riscos e isso deu pra entender o quanto as pessoas ja queriam dramas desse tipo de genero pra poderem ter um conhecimento” -Radio comunitaria Mutarara, Moçambique-

“Uma das bases (nos) abrimos linhas telefonicas e as pessoas davam um comentario bom acerca do drama, e com isso as pessoas se preocuvavam em escutar mais. Nos ja vinhamos a fazer apresentaçôes desdes tipos de programas na radio, mas pensavamos que fossemos os unicos que enzistia outras instituições como CMFD não sabiamos”- Mouzinho Carlos Locutor da Radio Comunitaria de Marromeu

“Ė um programa bom, educativo,alem disso traz nos uma mensagem que as pessoas precizam por exemplo neste programa pude perceber que as pessoas precizavam desse programa ja a muito tempo”.- Virgilio A. Gonçalvez da costa. Locutor da Radio Nova Paz

“Bem o formato dramatizado foi bom,e a segunda observação pra mim é que os actores conseguiram trasmitir a mensagem para a comunidade e a terceira observação retrata algumas lições que vivemos na provincia de zambezia.Foi interessante deixou os ouvintes a quererem ouvir mais.”- Francisco Mandlate Locutor da Radio Comunitaria de Chinde

“O Programa foi bom, ja sabes que mutarara é uma das vitmas de cheias. O programa ajudou e teve impacto, as pessoas aprenderam algo com o drama, foi divertido porque so das piadas que os autores lançavam ja era um motivo de deixar os ouvintes curioso de escutar mais” -Aibo Jussub Patel locutor da Radio Comunitaria Mutarara.

“A informação mais utel do drama é quando focão acerca das pessoas que vivem nas zonas improprias, que devia procurer, melhores sitios pra construição, para construirem casas seguras.” – voz dum actor que participou no drama.

Participantes no workshop

“A informação foi simplesmente adequada, O drama é simples de espandir a mensagens para a comunidade que sofre esses problemas.

O Drama foi um dos melhores porque relata assuntos de calamidades naturais e diverção ao mesmo tempo.

A melhor parte da historia é a parte da Amelia porque da um bons conselhos ao senhor domingo e sao coisas que acontece diriamente nas pessoas. Elas são teimosas acreditam vendo.

Acho que as pessoas irão gostar de escutar e melhor do que isso, muitos tentarão de alguma forma possuir o disco pois irão adora lo.

Acho que é suficiente (adequada) pela linguagem corrente que nela consta e pelo drama

Não há parte que não gostei, porque as peças possuem mensagens directas, simples e curtas.”

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