Troco

TrocoO projecto desenvolve um seriado de rádio drama de 13 episódios abordando assuntos relacionados com o tráfico de seres humanos, em Português, para o público moçambicano. Cada episódio dura vinte minutos, sendo a produção de alto padrão de radiodifusão. Através de drama e enredos envolventes, os episódios criarão a sensibilização sobre o tráfico de seres humanos e aspectos a ele relacionados, bem como abordar conhecimentos específicos e habilidades como reconhecer ofertas suspeitas, e que recursos são disponíveis para providenciar a assistência. O principal enredo focaliza-se no trafico de seres humanos, mas outros assuntos relacionados, identificados em colaboração com a OIM, serão incluídos. Para interagir com os participantes e encorajar a discussão pós transmissão, fichas informativas e de factos especificas serão produzidas.

Actress Em 2003, o relatório da OIM “Sedução, Venda e Escravatura: Tráfico em Mulheres e Crianças para a Exploração Sexual na África Austral” identificou o Lesotho, Moçambique, Malawi, e um número de países com refugiados como fontes essenciais de origem de mulheres e crianças traficadas para a África do Sul. Com a sua história de fluxo migratório para o sul, instabilidade, fronteiras POROSAS, instituições e estruturas fracas, a África Austral é um terreno fértil para a migração irregular, e alberga uma variedade de actividades de contrabando de imigrantes e trafico de seres humanos. As mulheres jovens e crianças da região são especialmente vulneráveis às tácticas de recrutamento dos traficantes de seres humanos, porque o descontentamento público e privações económicas deixa-os com poucas oportunidades nas suas terras, tornando a migração para a África do Sul, o país mais próspero da região, numa atracção credível. Sem domínio de língua, rede social de suporte de leis e alfândegas compreensíveis, a pessoa traficada sente-se isolada e desorientada, é este sentimento de desorientação que os torna particularmente vulneráveis à exploração. A OIM reconheceu que há uma necessidade de elevar a sensibilização sobre o trafico de seres humanos e aspectos que aumentam a vulnerabilidade das mulheres imigrantes ao abuso sexual e encoraja as pessoas a tomarem acção.

Introdução-Troco Musica
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A jovem mulher solta um grito aterrorizada. “Deixe-me só!”, grita. O homem rude reage dizendo “vou-te ensinar a fazeres o teu trabalho!”.Bem vindo ao Troco, um excitante novo seriado que acompanha a família de mulheres negociantes que são metidas num escândalo de máfia e numa rede camuflada de trafico de pessoas. Acompanhe a Sheila ao deixar o seu querido à procura de novas oportunidades em Joanesburgo, onde vê os seus sonhos tornarem-se pesadelos. Troco irá manter os ouvintes à escuta histórias de amor, intriga e suspense. Tem também uma mensagem. Ao longo do drama, os teus ouvintes irão aprender algo mais sobre o tráfico de seres humanos, sobre como acontece, e saberão como se protegerem caso procurem oportunidades de emprego noutros locais.


Para tirar maior vantagem do seriado, tome em consideração as seguintes actividades:

Pessoas nos estúdios – Convide pessoas de organizações comunitárias, ONGs, o director distrital da Mulher e Acção Social, ou polícia, ou grupo de jovens para discutir o que aconteceu no programa e o que acham que vai acontecer. Para começar, podes
Programa de chamadas telefónicas – Pessoas a telefonarem para fazerem perguntas ou comentários sobre o seriado, ou partilharem as suas próprias experiências. Podes usar as perguntas disponíveis no guia dos apresentadores

Tocar a música do seriado – Podes tocá-la durante os programas de chamadas telefónicas ou ao longo usa as questões disponibilizadas.

Vox pop na comunidade – Procure pessoas que escutam o seriado, pergunte o que é que acham que vai acontecer a seguir na história. Coloque as respostas deles no episódio seguinte. Podes também recolher subsídios da comunidade sobre os temas abordados.

Convide as pessoas – para criarem uma peça de teatro sobre o tráfico de seres humanos em que

ninguém é traficado – Convide os ouvintes ou um grupo juvenil local para fazer uma peça curta na qual os personagens são convidados a trabalharem, mas antes de aceitarem procuram saber se tal emprego é real ou não.

Reportagem – Como jornalista, deves estar interessado em descobrir histórias reais em torno de tráfico de seres humanos. Há muitas probabilidades de alguém da tua comunidade conhecer uma causa ou ter sido vitima. seja cauteloso na elaboração de peças sobre o assunto. Consulte o guião antes de entrevistar alguém que tenha sido traficado.

Use bibliografia da OIM – há muita informação sobre o tráfico de seres humanos providenciada pela Organização Internacional das Migrações. Podes usar essa informação e histórias para dar aos ouvintes mais detalhes sobre o tráfico de seres humano, como pode ser evitado e quais os sinais de tráfico.

O Projecto
O projecto desenvolve um seriado de rádio drama de 13 episódios abordando assuntos relacionados com o tráfico de seres humanos para o público moçambicano. Cada episódio dura vinte minutos, sendo a produção de alto padrão de radiodifusão. Através de drama e enredos envolventes, os episódios criarão a sensibilização sobre o tráfico de seres humanos e aspectos a ele relacionados, bem como abordar conhecimentos específicos e habilidades como reconhecer ofertas suspeitas, e que recursos são disponíveis para providenciar a assistência. O principal enredo focaliza-se no trafico de seres humanos e mais outros assuntos relacionados, identificados em colaboração com a OIM, serão incluídos. Para interagir com os participantes e encorajar a discussão pós transmissão, fichas informativas e de factos especificas serão produzidas.

Porquê este projecto?

Em 2003, o relatório da OIM “Sedução, Venda e Escravatura: Tráfico em Mulheres e Crianças para a Exploração Sexual na África Austral” identificou o Lesoto, Moçambique, Malawi, e um número de países com refugiados como fontes essenciais de origem de mulheres e crianças traficadas para a África do Sul. Com a sua história de fluxo migratório para o sul, instabilidade, fronteiras POROSAS, instituições e estruturas fracas, a África Austral é um terreno fértil para a migração irregular, alberga uma variedade de actividades de contrabando de imigrantes e trafico de seres humanos. As mulheres jovens e crianças da região são especialmente vulneráveis às tácticas de recrutamento dos traficantes de seres humanos, porque o descontentamento público e privações económicas deixa-os com poucas oportunidades nas suas terras, tornando a migração para a África do Sul, o país mais próspero da região, numa atracção credível. Sem domínio de língua, rede social de suporte, de leis e alfândegas compreensíveis, a pessoa traficada sente-se isolada e desorientada, este sentimento de desorientação que os torna particularmente vulneráveis à exploração. A OIM reconheceu que há a necessidade de elevar a sensibilização sobre o trafico de seres humanos e aspectos que aumentam a vulnerabilidade das mulheres imigrantes ao abuso sexual e encoraja as pessoas a tomarem acção.


Sobre grupo de Hopangalatana

Hopangalatana Hôpangalatana Um grupo de teatro foi fundando em 1989 pelo grande actor Victor Viera Raposo e o professor de Música Orlando da Conceição. Em 1999, nasceu a companhia cultural Hôpangalatana como grupos de dança e música, fundados pelo actor e actual líder da companhia, Carlos Alberto Chirindza. Carlos, o director actual da companhia é também monitor, já formou vários grupos de teatro comunitários e dirigiu vários workshops. Durante os últimos 3 anos, participou em workshops em Botswana, Áustria, Inhambane, Gaza, Maputo, Portugal e Dinamarca.

O grupo é grande: são mais de 30 actores que participam nas áreas culturais em diferentes maneiras. São todos actores profissionais, mais alguns deles tem outras profissões também: Anastácia e uma professora, Dias e Bebe são Coreógrafos, Félix vende mercadoria, e Carlos também trabalha como Coordenador para PSI.

O Grupo tem muitas experiencias, uma das mais recentes e de fazer Teatro Fórum, explicado nos próximos parágrafos por um comunicado do Hopangalatana: “Na nossa curta obra, os actores apresentam imagens negativas da realidade, onde alguém é completamente oprimido. Sendo da responsabilidade do público da mudança negativa para a mudança positiva

“Não há nada de certo ou errado, a solução depende da criatividade e o desejo do público. Se a audiência não pede mudar o problema, não haverá nenhuma mudança no palco. Quando o público tem uma ideia, ele/ela tem possibilidade de substituir a personagem oprimida, para dialogar com o opressor “Isto pode ser feito pelo especta-actor, substituindo o actor que faz o papel de oprimido, para actuar no palco como actor, ou dizendo apenas o que o actor oprimido deve fazer.”

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